“O tempo engatinhar … do jeito que eu sempre quis..”
É lá no Saldanha da Gama ,
sex- ta – fei- ra …
tô lá já.
“O tempo engatinhar … do jeito que eu sempre quis..”
É lá no Saldanha da Gama ,
sex- ta – fei- ra …
tô lá já.
Obra: Partida – Artista Fernanda Freitas
O homem acima ou a mulher poderia ser qualquer um de nós , pensando,refletindo ,incorporando sentidos,esse trabalho tocante da Artista Plástica Fernanda Freitas foi uma grande e potente experiência visual para mim.
Na busca por sua própria identidade , capixaba , carioca , mulher , negra , artista , Fernanda , tantas possibilidades trabalhadas numa referência a si própria em primeiro lugar , utilizando-se dos símbolos adinkra , Fernanda se reinventou e definiu novos símbolos com os quais desenha o mundo e povoa o coração da gente de bons pensamentos e interrogações.
Aproveitem queridos…
tchau!
Obra: Distante – Artista Fernanda Freitas.
Em sua 7ª edição, Festival Nacional de Teatro da Cidade de Vitória é o principal mecanismo de democratização ao acesso e fomento às artes cênicas no Espírito Santo. De 13 a 23 de outubro, Vitória será a capital do teatro e recebe 31 espetáculos, num total de 40 apresentações.
São 13 peças do Espírito Santo, 17 vindas de Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Brasília, Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco, e uma peça internacional vinda de França.
” Hoje , também vai rolar uma atividade inédita no Festival de Teatro da Cidade de Vitória no Teatro Carlos Gomes. Quatro jovens artistas através do trabalho que já desenvolvem e que se encontrou no Núcleo Afro Odomodê da PMV se apresentam com repertório que vai da música africana ao Samba de Raiz : Carla , Maicon, Alex e Gustavo unem a música ,percussão e sons da natureza em frente ao Teatro para você que vai assistir as peças. Hoje às 20:00hs , boto muita fé nessa galera! Aparece lá malandragem!!!! “
Essa proposta do Festival é jóia , sempre curti , chorei no Teatro pela primeira vez no Festival.
Tchau.
Os móveis jaziam empoeirados , e a casa cheirava a mofo e terra revolvida, muitas coisas passaram por aquela casa , com meus sapatos azuis nos pés eu caminhava, seguia por uma senda etérea, mágica , obscura.
A cada passo , engolida pelo escuro , pela ausência , a dor ecoava de dentro dos cupins que me diziam palavras no meu ouvido , eles me diziam : “ pule garota ,pule.”
Sem notar as raízes foram crescendo pelos dedos e pernas , os tons da pele negra se fundindo com o amarelo das folhas e galhos, e eu seguindo ,andando , e espalhando terra ao redor.
Cada vez que rompia um novo andar , as pernas pesavam , começo a notar que já não tenho mais vestido ,sou folhas , sou galhos.
O cheiro de mato toma conta do espaço , e o lodo se mistura a tudo.
Proprietária de tudo a natureza repousava majestosa por sobre todas as coisas e oferecia a nós o eco dos finais infelizes.
Ninguém ri , é puro o silêncio, já não vejo mais meu cordão falso de ouro , sinto-me úmida ,e sinto que começa a me faltar o ar.
Arfando …
Assim …
Aos poucos …
Imóvel , eu sabia ,
1 , 2 ,3
Eu sabia.
Aqui jaz uma côlonia de cupins.
Aqui jaz folhas velhas.
Aqui jaz …
Jazemos todos.
Bom ,
Bem vindos!
Aqui postarei umas idéias sobre cinema e escrita e o que mais me der na telha , este blog é para mim uma possibilidade de dividir com as pessoas os meus escritos.Como todas as primeiras vezes sinto um medo natural … nada desesperador , se você gostar beleza se não gostar beleza também.
É isso aê!